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POR TRÁS DAS OBRAS

O conceito

Minha maior investigação hoje vem de cenários, sejam eles imaginários ou reais, realizo num primeiro momento uma busca por aquilo que é necessário pra formar uma cena que seja percebida, e além disso, desfrutada; começo pelo desmembre do lugar, retiro os elementos mais significativos dele e imprimo exatamente da forma que é, escrachado, sem dúvidas; o que não significa que falta uma subjetividade na interpretação disso, uma das coisas que eu pretendo, é que seja uma livre interpretação de montagem de um cenário imaginário, gosto de convidar pra dentro da obra, pra que você, quem vê, se conecte e possa fazer parte de um jeito quase que único, particular; quero que brinquem com as figuras, que imaginem mil situações possíveis, quero que minhas obra s sejam também uma forma de morar.

Pra isso, mexo no primário, em todos aqueles estímulos visuais emaranhados que seu olho tem fome de ver, capturando todas as figuras mais marcantes do espaço assim que você chega no primeiro momento, é um ato primitivo.

A vontade aqui é criar de fato um repouso visual, algo que a vista deleite, o belo (um conceito muito caído nos dias de hoje, com razão), mas aqui ele aparece em outra face, é um belo confortável, acessível, sem exigir de fato uma padronagem ou ditadura do que é para fazer parte de tal, remetendo à uma memória afetiva que talvez nunca existiu.